É tarde, tão tarde! Lá fora chove... Está frio, é o inverno no seu auge!
Estes últimos dias têm sido tão difíceis! Entre casa, trabalho, hospital, trabalho e casa outra vez, chego exausta, desanimada e na certeza de que amanhã vai ser outra vez assim!
Hoje, depois de andar a acartar lenha, para me prevenir para os próximos dias desta semana que entra, de andar a podar árvores, cheguei a casa à hora de fazer o jantar... ainda acendi a lareira e só agora me sento para descansar, para me deixar ir onde as minhas memórias me podem confortar!
É no calor de umas brasas, que me recolho nas lembranças da minha infância, no aconchego dos mimos da minha bisavó!
Era assim, sentada num "mocho", à beira da lareira, sempre com a panela de 3 pernas já cheia de água a ferver para encher o saco de água quente, que então levava para a cama, onde ouvia as histórias de embalar - sobre princesas mouras, soldados feridos da 1ª grande guerra e dos feitos dos meus antepassados.
Bebia o leite morno, com o sabor peculiar de ter sido mugido e eram aquelas mãos enrugadas com cheiro a sabonete fresco, de tez suave, que me aconchegavam os cobertores, envolvendo-me com o calor de um amor incondicional que nos preenche o coração.
Na singularidade dos gestos, na nobreza de sentimentos, era o meu mundo perfeito... Onde aprendi e cresci, querendo seguir o exemplo!
Na realidade a minha bisavó cozinhava as iguarias mais simples... e se vos disser que o que mais gostava era da posta de peixe cozido, com os legumes do quintal e ovo?! tudo regado com o azeite virgem produzido das azeitonas, nas nossas oliveiras... De resto, de inverno, a última coisa que se punha na panela de 3 pernas era a água a ferver - ahhh como sabia bem o saco de água tão quente, entre os lençóis de flanela impregnados de cheiro a alfazema e o odor a pó de arroz que se colava a mim, depois do beijo de boa noite da minha querida bisavó! Memórias que, sem dúvida, deixam-me com água no bico!
Estes últimos dias têm sido tão difíceis! Entre casa, trabalho, hospital, trabalho e casa outra vez, chego exausta, desanimada e na certeza de que amanhã vai ser outra vez assim!
Hoje, depois de andar a acartar lenha, para me prevenir para os próximos dias desta semana que entra, de andar a podar árvores, cheguei a casa à hora de fazer o jantar... ainda acendi a lareira e só agora me sento para descansar, para me deixar ir onde as minhas memórias me podem confortar!
É no calor de umas brasas, que me recolho nas lembranças da minha infância, no aconchego dos mimos da minha bisavó!
Era assim, sentada num "mocho", à beira da lareira, sempre com a panela de 3 pernas já cheia de água a ferver para encher o saco de água quente, que então levava para a cama, onde ouvia as histórias de embalar - sobre princesas mouras, soldados feridos da 1ª grande guerra e dos feitos dos meus antepassados.
Bebia o leite morno, com o sabor peculiar de ter sido mugido e eram aquelas mãos enrugadas com cheiro a sabonete fresco, de tez suave, que me aconchegavam os cobertores, envolvendo-me com o calor de um amor incondicional que nos preenche o coração.
Na singularidade dos gestos, na nobreza de sentimentos, era o meu mundo perfeito... Onde aprendi e cresci, querendo seguir o exemplo!
Na realidade a minha bisavó cozinhava as iguarias mais simples... e se vos disser que o que mais gostava era da posta de peixe cozido, com os legumes do quintal e ovo?! tudo regado com o azeite virgem produzido das azeitonas, nas nossas oliveiras... De resto, de inverno, a última coisa que se punha na panela de 3 pernas era a água a ferver - ahhh como sabia bem o saco de água tão quente, entre os lençóis de flanela impregnados de cheiro a alfazema e o odor a pó de arroz que se colava a mim, depois do beijo de boa noite da minha querida bisavó! Memórias que, sem dúvida, deixam-me com água no bico!

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